pal no cú
O grande problema das faculdades é que tem muita gente que, decerto, fica pensando o tempo todo "minha vida vai depender disto, meus milhões vão vir graças à alguma coisa obscura que vai sair desta aula, estou sentindo" e, portanto, acabam levando tudo muito a sério. Em uma faculdade de Direito, então, é deprimente: gente achando um absurdo que um autor publique tamaaaaanha besteira a respeito dos contratos de fiança em seu manual de Direito Civil (who cares? é só comprar outro livro) ou, então, tremendo de nervosismo (nervoso=bravo, no caso) porque um colega de classe defende a pena de morte ou a não progressão de regime nos crimes hediondos. Ao invés de só virar e falar "é inconstitucional, nem perca o seu tempo defendendo isso" (em Direito, isso vale pra qualquer coisa), ficam lá horas e horas gastando saliva (e o meu saco)* com essas discussõezinhas pretensamente super-importantes, se achando o máximo da intelectualidade brasileira.
Bom, mas da intelectualidade brasileira devem ser o máximo mesmo.
*iaeuiaueiaeuia
Bom, mas da intelectualidade brasileira devem ser o máximo mesmo.
*iaeuiaueiaeuia

3 Comments:
(L) esse post.
Nossa, e hoje, lá na minha sala? Discussão sobre LEGALIZAÇÃO DO ABORTO. Dá vontade de levantar a mão e falar "olha, vcs deviam aprender a cuidar da vida de vcs e não do direito do OUTRO de matar ou não o próprio filho. Afinal de contas, é só mais uma criança babaca que vai crescer e se tornar um adulto imbecil que não vai fazer nada que preste. Melhor matar, uma boca a menos pra alimentar."
¬¬'
Olha, eu não sei como funciona a parte "séria" da intelectualidade brasileira, mas se você quer rir, vai fazer Cinema. A minha sala é o lugar com a maior quantidade de gênios incompreendidos por metro quadrado. E o pior: tem mais gente de teatro que na faculdade de Teatro. Enfim, Brasil né.
Nossa, gente, que preguiça de ler essas palavras.
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